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Dispareunia: o impacto na saúde feminina e as soluções modernas para o tratamento
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Ginecologia

Dispareunia: o impacto na saúde feminina e as soluções modernas para o tratamento

27 de outubro de 2026LAS FOR LIFELAS FOR LIFE

Dor durante a relação sexual não é normal. É sinal, e, com frequência, sinal de algo que tem tratamento.

A dispareunia é definida como dor genital persistente ou recorrente antes, durante ou após a relação sexual. É uma condição comum e, ainda assim, uma das menos faladas na consulta, em parte porque muitas mulheres foram ensinadas a interpretá-la como parte do normal.

Não é. E o custo de tratá-la como normal é alto: além do impacto físico, a dor sustentada ao longo do tempo produz medo, frustração e afastamento, com efeito real sobre a autoestima e sobre os relacionamentos.

O que causa

As causas se dividem, grosso modo, em dois grupos que quase sempre se sobrepõem.

Fatores físicos: inflamações e infecções ginecológicas, endometriose, atrofia vaginal (particularmente no pós-menopausa), cicatrizes internas e aderências intrauterinas.

Fatores emocionais: ansiedade, experiências traumáticas prévias, estresse e o próprio ciclo de antecipação da dor, que aumenta o tônus da musculatura pélvica e realimenta o problema.

A separação é didática, não clínica. Na prática, uma causa física não tratada produz um componente emocional, e o componente emocional perpetua a dor depois que a causa física foi resolvida. É por isso que o tratamento raramente é de uma frente só.

A relação com procedimentos ginecológicos

Há um subgrupo de mulheres que desenvolve dispareunia depois de um procedimento ginecológico: curetagem, AMIU, miomectomia histeroscópica, cirurgia para endometriose.

O mecanismo mais frequente é a formação de aderências intrauterinas. Quando um procedimento atinge a camada basal do endométrio, a superfície traumatizada inicia a cascata normal de cicatrização: inflamação, deposição de fibrina, organização por fibroblastos. Se as paredes uterinas permanecem em contato durante essa janela, a fibrina que as une deixa de ser provisória e vira tecido fibroso permanente.

O resultado é uma cavidade com menos elasticidade, arquitetura alterada e, em parte dos casos, dor.

A janela em que isso se decide é curta e acontece nos primeiros dias depois do procedimento, quando a paciente já foi para casa. É por isso que a prevenção acontece no intraoperatório. Depois, resta tratar.

Prevenção: uma decisão dos últimos minutos da cirurgia

Se a aderência se forma porque duas superfícies traumatizadas ficam em contato durante uma janela específica, a estratégia é mantê-las separadas até que a janela passe.

É o que fazem as barreiras de adesão bioabsorvíveis. São aplicadas ao final do procedimento, permanecem no local durante a fase crítica da cicatrização e depois são absorvidas pelo organismo, sem segundo procedimento para remoção.

Os géis da linha FzioMed que a LAS representa no Brasil têm composição patenteada de carboximetilcelulose (CMC) e óxido de polietileno (PEO), com atuação descrita em duas frentes: uma barreira mecânica, que separa e reveste as superfícies opostas, e uma barreira química, que reduz o excesso de deposição de fibrina.

Produto Contexto cirúrgico Apresentação Código · ANVISA
**Oxiplex®/IU** cavidade intrauterina: miomectomia histeroscópica, adesiólise, polipectomia, cirurgia de septo, dilatação e curetagem seringa de 10 mL, aplicador intrauterino FPC-09017 · 80517190040
**Oxiplex®/AP** cavidade peritoneal: endometriose, miomectomia, histerectomia e demais cirurgias pélvicas e abdominais 2 seringas de 20 mL, aplicador laparoscópico FPC-09012 · 80517190041

Ambos são fornecidos prontos para uso, sem preparo em campo.

O que o gel não faz

  • Não trata dispareunia. Ele previne uma das causas possíveis: a aderência intrauterina. Dispareunia por endometriose ativa, atrofia, infecção ou componente miofascial não se resolve com barreira.
  • Não desfaz aderência já formada. É prevenção primária, aplicada no primeiro tempo cirúrgico.
  • Não substitui técnica. Manipulação delicada, hemostasia e energia bem dosada continuam sendo o principal determinante.
  • Não garante gestação. Reduzir o risco de aderência remove um obstáculo entre vários.
  • Não dispensa a bula. Indicações e contraindicações devem ser consultadas antes do uso; produto destinado ao profissional habilitado.

O que fazer com o sintoma

Se há dor, ela precisa ser investigada, e existe um caminho:

  • avaliação ginecológica que inclua a pergunta, porque a paciente frequentemente não a traz sozinha;
  • fisioterapia do assoalho pélvico, com evidência sólida no componente muscular;
  • terapias tópicas ou hormonais, quando o quadro é de atrofia;
  • abordagem cirúrgica, quando há causa estrutural, e, nela, a decisão de prevenir aderência para não criar o problema seguinte.

O ponto

Dor durante o sexo não é preço a pagar por ter feito uma cirurgia, nem consequência inevitável da idade. É um sintoma, tem causas identificáveis, e boa parte delas tem conduta.

O que muda o desfecho é a pergunta ser feita, e, quando o caso passa pelo centro cirúrgico, a prevenção ser decidida ali, e não depois.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde habilitados. Produtos de uso sob prescrição e responsabilidade médica.

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